terça-feira, 27 de maio de 2008

Beleza - Bewitched

A beleza é muito relativa sem dúvida. Eu falo por mim e garanto que uma mulher me pode parecer lindíssima num dia e ao outro quando acordo um grande problema de que tenho que me livrar. Pois é, assim se esfuma a beleza, em poucas horas. E isto não se passa apenas com o comum dos mortais. Também actrizes têm um certo período de glória, prolongado através de maquilhagens e operações. E depois há outras que são um mistério como é o caso de Uma Thurman ou Julia Roberts, que ou são bestas ou bestiais. Depende de quando as vemos.
Um dia vou retomar este assunto, porque hoje vou falar é de um filme que foi especial para mim. Lembram-se deles?


É provável que muitos de vocês nunca tenham visto, mas esta era a série original de Casei com uma Feiticeira, ou Bewitched, como lhe quiserem chamar. Bem, eu tive o privilégio de ver esta série completa e garanto que foi das que me deu mais prazer e arrancou mais gargalhadas. 254 epsódios se não estou em erro da melhor qualidade vindos dos gloriosos anos 60. Os meus avós viram, os meus pais também e até eu por sorte acabei por conseguir ver.
Mas não é sobre a série que vos vou falar.
Aqui há uns tempos falei sobre a Nicole Kidman noutro blog, num filme com o Sean Penn, O Intérprete se bem me lembro e hoje vou continuar.
Após ver Michael Clayton, pensava que iam estragar a série Bewitched com o Will Ferrel que eu detesto, mas como ainda tenho algum respeito pela Nicole Kidman acabei por ver o filme.
Bem amigos, apesar do Will Ferrel que vou pôr de parte, a actuação desta senhora foi fantástica para mim. Ela já e por si só é uma das mulheres mais bonitas de que me lembro, mas o que é certo é que consegue ter um encanto muito especial neste filme. Não vou fazer trocadilhos sobre magia porque são óbvios, mas ainda mais óbvio é aquela aura feminina que emana dela durante mais de uma hora de cinema.
É difícil explicar porque realmente não existem palavras quando vocês estão mesmo absorvidos num filme. Foi o que me aconteceu, a graciosidade dela, as feições meigas como poucas coisas na Terra, a expressão e os movimentos. Quem tem a capacidade de nos prender assim ao ecrã só sendo actriz merece realmente ser reconhecida como tal.
É daqueles filmes que mesmo não sendo reconhecidos pela maioria e não sobressaindo nos deixa completamente apaixonados. Sim porque fiquei apaixonado pelo filme em si, e muito em particular naquele dia pela Nicole Kidman.
Mas a sensação de nostalgia que me invadiu a ver aquela actriz, fez-me lembrar também a beleza de Elizabeth Montgomery, e que bonita que ela era. Uma das mulheres da minha infância sem dúvida.
E que saudades eu tenho de ser criança, ver Bewitched, e dizer que aquela mulher era bonita de forma totalmente inocente. Memórias, memórias que vão ficar, memórias que já eram antes de ser só porque vi aquela actriz. Acho que tão sendo não me vou esquecer de quanto uma mulher pode ser bonita, pelo menos no grande ecrã.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Michael Clayton

Olá.
Ontem foi um dia óptimo, daqueles que chove lá fora, vocês estão no quentinho de casa sozinhos, com o portátil a aquecer as pernas, um bom bolinho em cima da mesa, sem terem nada para estudar e bons filmes de qualidade para ver.
Foi o que fiz.
Dois filmes, uma grande tarde.
Primeiro comecei por ver Michael Clayton. Sou sincero, durante a primeira hora de filme andei à toa. Um enredo complexo, rico e vasto, mas muito disperso, embora claro já se sabe que a qualidade era mesmo muito acima da média. Mas a partir dessa primeira hora o filme foi crescendo dentro de mim e fiquei tão interessado que nem dei pelo passar do tempo.
Clooney no seu melhor, e que melhor podia haver? No papel de um advogado falido, mas com muita, muita personalidade. Bem e aquele final cheio de suspense e intriga... que final.
Tornaram de certa forma uma história banal de advogados misturado com um policial de ordem psiquiátrica num grande filme.
Advogados destes, se existissem, se calhar até existem mas devem ser raros, podiam melhorar muito a imagem de toda a classe portuguesa, em descrédito há muitos anos.
Avante, quem é que transformou uma história sobre uma empresa de pesticidas e adubos que tem um processo em tribunal por danos causados à saúde pública totalmente cliché e acima de tudo entediante em algo da dimensão deste filme? Bem, perguntem ao charme de George Clooney, à performance de Tom Wilkinson ou à oscarizada Tilda Swinton. São eles que fazem a diferença.


Não me interessam patriotismos desenfreados ou frases como "o nacional é que é bom". Vivemos numa aldeia global e queremos consumir o melhor, e o melhor no que toca à indústria cinematográfica está no estrangeiro. Eles são os melhores e há que reconhecê-lo.

O segundo filme, ahhh que nostalgia, mas sobre ele falámos amanhã que hoje não tenho tempo para mais.

Até já!

O início.

Tudo começa quando algo acaba.
E assim foi.
No final da minha participação, ainda que não definitiva, no Fugem e após ter criado uma história que para já está em stand-by apareceu uma nova ideia: este blog. Bem, nova como quem diz, há muito tempo que queria fazer alguma coisa diferente. Nem sempre estámos na "mood" que o Fugem exige e ultimamente eu não tenho mesmo estado nessas condições. Apetece-me ver e ler coisas mais sérias, menos divertidas e mais culturais. Acho que é por ter menos tempo, sim é isso. Como tenho menos tempo, quero aproveitá-lo melhor, e perder meia-hora a inspirar-me para encontrar algo para gozar hoje em dia já não me motiva.
Mas tudo isso são fases. Once a fuginte, always a fuginte.
Bem, o objectivo deste blog é mesmo ser igual a tantos outros. É só mais um blog, mas mais pessoal. Reparem que a minha ideia inicial era um diário, mas isso não partilho com ninguém, ninguém discute logo não tem piada. No entanto, quero que marque a diferença. Não quero muitas visitas nem muitos comentários, mas quero escrever bem, porque escrever não é só gozar com as pessoas ou criticar, é algo mais, e quem como eu gostar de tentar escrever melhor (para isto é que treino todos os dias) que me diga e se junte a mim neste espaço de opinião e reflexão só meu e de mais alguns. Sim, porque eu sei que só alguns vão perceber o porquê disto.
Mas essa é a parte interessante. Sermos poucos.
O mundo está cheio de gente, portanto façámos algo só nosso para nos distinguirmos, se não nem vamos saber que somos.
Criemos algo nosso.

Até amanhã.