segunda-feira, 23 de junho de 2008

Música portuguesa

Olá mais uma vez. Desde já devia pedir desculpa por ter estado ausente, mas como ninguém lê isto e como não tenho que dar satisfações a ninguém, não preciso de pedir. Primeiro está a faculdade e embora goste muito de escrever às vezes é preciso sacrificar qualquer coisa em prol de outra.
Hoje e com um exame à porta, andava a limpar os computadores cá de casa, infectados coitadinhos com toda e mais alguma e-doença e acedi à pasta que há muito não tem nada de novo e caiu no esquecimento. A pasta "música portuguesa". Quando digo que não acrescento nada, digo que há mais de 2 meses que não tenho nada de novo. O último foi o novo albúm do David Fonseca, Dream in Coulours se não me engano. Sou sincero, agora estou a ouvir o Esquissos dos Toranja, e que saudade.
Sim, a música portuguesa tem esse dom, fico cheio de saudade, e com o coraçãozinho amarrado. É difícil explicar, isto a boa música. Felizmente tenho a maioria dos albúns portugueses e posso escolher aquelas que me agradam, e foi assim que fui criando a minha colecção de grandes albúns. Devo dizer que este dos Toranja é muito bom, tem um toque de modernidade, bossa nova, no entanto é classicamente português. Gosto muito da voz, da guitarra hardcore por vezes, softcore e emocore noutras, das letras irracionais e imaginárias que nao dizem nada mas tanta coisa. "Dá-me ar, dá-me ar."
Mas o ponto a que eu quero chegar é o porquê da música ser tão privada ao ponto de só um pequeno número de pessoas ter acesso a ela. Já se sabe que os portugueses não têm acesso essencialmente por motivos económicos a meios culturais, e sabe-se também que não têm essa tradição já que meios como a televisão, menos culturais apareceram no exacto momento que os portugueses começaram a poder usufruir deles. Assim nunca instituimos um gosto pela música e literatura que existe noutros países.
Mas essa não é razão para a música ser um circuito tão fechado. Afinal de contas já somos uma nova geração e temos acesso a quase tudo que queremos e são poucas as razões para só conhecermos Xutos, GNR, David Fonseca, Da Weasel e pouco mais. Acho que a razão principal é o sentimento. Albúns como Faluas do Tejo, o próprio Esquissos, AM-FM, Mesa, The Night Before a New Dawn e muitos, muitos outros exigem mais do que bom ouvido e uma mood para a música. Exigem que sintámos a música e tenhámos a capacidade para absorver mais do que os sons: detalhes, letras e palavras, significados ocultos e muitos pormenores que na música mainstream não existem ou nos passam ao lado.
Acho que nós portugueses somos especialistas no que acima foi dito. Somos especiais, cheios de sentimento e emocionais e, isso reflecte-se, qual espelho que reflecte a nossa cara, na nossa música. Existe uma alma por trás das nossas músicas e é por isso que nem sempre é acessível a compreensão e absorção da música portuguesa.
Resumindo existe um je ne sais quois na música portuguesa mais cultural e específica que a mantém isolada da mainstream e fechada sobre si própria. Compara-o a uma mulher que adoro, e que relembrei estes dias com um filme do Steve Carrel, Dan in Real Life de 2007: exactamente como a música nacional ela é lindíssima e independentemente do que vocês digam ou façam tem um charme natural que me deixa absolutamente enfeitiçado quando a vejo tal e qual a música. Bem, não sei se este isolamento é bom para os artistas que se vêm muito limitados em termos de mercado. Mas acreditem, a mim sabe mesmo bem ouvir estas pérolas isolado, e saber que quase as tenho só para mim deixa-me muito contente. Sou egoísta. Claro. Afinal não somos todos?

Aqui está a mulher de que vos falava, Julliette Binoche, francesa e já com 44 anos, no entanto com um encanto estratosfericamente incomportável. Aumentem a foto e vejam com olhos de ver a beleza dela. É realmente excepcional meus caros. Dou graças a Deus, se ele realmente estiver lá em cima, por criar mulheres com esta beleza.

Tenho dito.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Outro futuro

Ao ver o teu último post pus-me cá a pensar com os meus botões no dito “futuro”, e não me animei muito…

Como tu falas-te a ”grande viragem” está para vir, e eu penso que será na próxima década e, infelizmente, penso que o cenário será uma guerra… Não acredito muito que os grandes órgãos internacionais a possam prevenir… julgo que já todos vimos séries, filmes, ou lemos livros sobre o futuro e, como tu também referis-te, há sempre uma guerra…

A pressão económica será um dos principais motores deste negro futuro… O petróleo, o lubrificante, a sede de poder e a necessidade de existir serão os motivos principais…. Que mais não seja, a história leva-nos a ver a reviver de forma cíclica conceitos opostos: paz, guerra, paz, guerra, paz… basta ver a recente história (últimos 200 anos) e facilmente constatamos isso. Uma das coisas que me faz acreditar que realmente isso vá acontecer é a evolução da sociedade, passo a explicar:

Apesar de toda a evolução a nível tecnológico e científico a evolução do ser humano a nível intelectual não tem conseguido dar resposta (queria referir que não me considero superior intelectualmente a ninguém, apenas com um diferente focus). Basta reparar nas sociedades mais populadas, mais importante e mais influente do globo, América, China, Japão, França, e a decadência em que estão a cair…

Esta é uma imagem do filme “Lost in Translation” e esta é uma cena especial, onde o actor principal vai a um programa da televisão japonesa… a cena é deprimente e degradante…. Aconselho vivamente o filme. Eu acho que esta mudança se deve à falta de tempo que os pais têm para os seus filhos, e para os educar… O exemplo nacional do que esta a acontecer um pouco por todo o mundo é o fenómeno da geração “Morangos com açúcar”. Hoje em dia os jovens não têm o acompanhamento necessário para filtrarem o que realmente é bom…

Para juntar a isto tudo lembro que o ser humano quando levado aos seus limites activa o instinto de sobrevivência que nos leva a esquecer quase toda a racionalidade…

Todavia, há esperança, e espero estar errado!!! Mas espero mesmo estar errado!!

Eu também estou curioso para saber como será o futuro, mas um passo de cada vez, para já deixo um conselho, aproveitem o presente.

Abraços


Texto do meu querido amigo Miguel Oliveira
Apreciem.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O futuro.

Há uns tempos para cá tenho lido e visto muita coisa sobre como vai ser o nosso futuro, inovações, novas tecnologias, sociedades, etc, e tudo isso deixa-me mesmo ansioso para saber o que vem aí. Vocês de certeza que já repararam que mais que nunca o mundo é um mar de oportunidades, repleto de pessoas e novas ideias. Questões como a clonagem, energia e saúde estão na moda e podem ser realmente o futuro.
Penso que a grande viragem no mundo se vai dar em breve, mais não seja a crise dos combustíveis está aí à porta e vai alterar decididamente a forma como vivemos, mas também muitas das sociedades modernas que começam a chegar a um ponto crítico e necessitam de uma remodelação.
Curiosamente o último filme que vi, Appleseed, deixou-me com muitas dúvidas, embora seja um filme baseado em Anime, tinha uma enredo e história muito bom: uma sociedade clonada pós 3ª Guerra Mundial. Houve também um comic que segui com atenção, Post-Nuke, também um pós Guerra e mesmo livros como O fim do Petróleo, têm despertado em mim uma curiosidade enorme sobre o futuro.

Como será a música no futuro?
Que tipo de transportes vamos utilizar?
O que estará na moda?
Qual será o ideal de beleza?
Que partidos políticos e em que moldes vai ser governado o mundo?
Quanto valerá o dollar?
Usaremos petróleo?
Quem vai ser a grande potência económica do futuro?
Haverá uma guerra?

E é neste último que eu gostava de focar atenções. Reparem que tudo o que se encarrega de prever o futuro tem uma guerra intrinsecamente ligada. Sou sincero. Neste momento uma guerra mundial para mim parece-me impossível. Depois de 2 experiências desastrosas no século passado, não vejo porque não as organizações mundiais o evitarem. Mas que interesses se vão defender no futuro? Essa sim é a pergunta que se deve fazer. Petróleo armas nucleares ou simples supremacia. Levarão eles a uma guerra? Talvez, cá estaremos para ver. Um futuro risonho espero eu. E que bonito podia ser Estou a lembrar-me da cidade Utopia que vi no filme Appleseed. Que efeitos gráficos. Explosivos.