terça-feira, 30 de junho de 2009

Monuments and Melodies

Yay.
Estou com um sorriso rasgado.
Não sabia que havia um novo cd dos Incubus. Quem me conhece sabe que eu sou um fã de muitos anos da banda, e que ouço com muita frequência os albúns de uma ponta à outra.
Verdade é que não é bem um albúm de originais mas sim uma compilação tipo best of com 2 músicas inéditas e um segundo cd de b-sides e inéditas não publicadas.
Estou verdadeiramente contente por saber que em 2010 vai haver sucessor para o Light Grenades. Para já fico com o sorriso rasgado e com o ouvido amaciado por Black Heart Inertia que está ao nível dos singles desde o Fungus Amungus. Tenho pena que não exista no best of as músicas mais antigas de um nível excepcional, como a Certain Shade of Green.
Como em tudo há defeitos, mas nos Incubus são muito poucos. E é sempre bom ouvir de novo Drive, Dig, Wish You Were Here, Are You Win, Love Hurts,...

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Che L'Argentino


Bem, para já são dois filmes, ou melhor duas partes logo, é melhor fazer o mesmo, embora isto não seja uma saga do Batman que podemos andar a saltar do Beginnings para o do Burton sem perdermos pitada da história. Não é uma saga. É pura e simplesmente uma fita de 4 horas que não podia ser reduzida para 2 e como tal vou cortar isto em 2. Zás.

Parte 1:

Fantástico. Bom filme. Com acção, mostra Fidel Castro, Che e muitos dos 82 que iam naquele barco para Cuba. Não sei se extrapolada a história ou não, sei que é uma história de amor e paixão por ideais muito mais altos que uma política de esquerda ou direita. O ideal de justiça, amor à pátria e acima de tudo liberdade. Tudo aparece muito bem retratado, e se Benicio del Toro não é a cara chapada de Che, pouco falta, no entanto é muito difícil retratar uma personagem mítica. Como é que alguém faz de Cristo? Ninguém sabe como foi Che na verdade, pelo menos nós que não o conhecemos e a transparência de um homem durão, firme, sem mácula, com uma família que referencia 2 vezes em 4 horas de filme pode parecer excessivamente desprovida de carga emocional. Mas se calhar é o homem, afinal de contas algum conteúdo biográfico e histórico tem que ter este filme que não é mais uma americanice, embora seja do mesmo senhor Soderbergh dos all star Ocean's.

Pontuação: 8/10

Parte 2:

Se calhar pelo desfecho trágico, se calhar por já ter sono, quase adormeci a ver esta segunda parte, totalmente desprovida da mesma acção e do mesmo espírito do primeiro. Talvez propositadamente isto tenha acontecido. Afinal de contas a revolução tentada por Che na Bolívia carecia de um Fidel em primeiro plano e de todo aquele espírito que liderou a revolução homóloga na ilha de Fidel. Se calhar por isso o filme foi menos emocionante, por faltar toda aquela garra e paixão do primeiro e gostei ainda menos de Benicio neste, embora se mantenha em bom plano ao longo das duas partes, sem comprometer.
É uma segunda parte, complemento da primeira no sentido biográfico, porque a primeira parte é um filme, a segunda trata-se do complemento biográfico, que retira a cinematografia habitual de um final feliz e de objectivo cumprido.
Fica talvez a lição que por muito forte que se seja individualmente outros valores se levantam que podem impedir a realização dos nossos ideais, ou se calhar por outro lado e como é referido no próprio filme, Che podia ter uma vida totalmente diferente e ter grande conforto, mas preferiu manter-se fiel aos seus ideais nem que isso acarretasse a morte do próprio e assim deve ser o ser humano.

Pontuação: 5/10

sábado, 20 de junho de 2009

Che L'Argentino

Estou a vê-lo. Daqui a bocadinho falámos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Esquisso de um blog que não existe

Porque este é um espaço onde mais do que escrita, eu me expresso. Porque me apeteceu fazer um desenho. A ideia inicial era fazer um esquisso qual designer que gostava de aprender, acabou por sair isto. Este é o café em Londres que quem já leu a parte 6 e 7 do blog que afinal não é um blog e onde estou a escrever uma história sabe qual é. É ele, a Zoe e a Dacia. Ainda não chovia.

Twilight



Vi o filme há pouco tempo. Coisa de duas a três semanas. E digo-vos, foi mais a conselho de raparigas do que propriamente por vontade própria. Mas sejámos sinceros, o que é que perdemos em ver qualquer coisa que alguém gosta para depois podermos discutir e ter uma conversa?
Bem, o filme, não me aqueceu nem arrefeceu por aí além, but it is growing on me. Comecemos pela escolha do carro um Volvo C30 do "vampiro". It´s fresh. É engraçado, tem bom aspecto e ele dá umas acelaradelas nele. O que por si só é um carro pouco comum e amigo do ambiente adequa-se perfeitamente. Foi muito bem escolhido, é um carro nórdico, de floresta, calmo e ao mesmo tempo agressivo e diferente.
Cenários numa cidade chuvosa, florestal, tipicamente americana. Já há uns tempos que andava virado para o cinema europeu e valeu a pena voltar a ver alguma coisa com raízes totalmente americanas.
Kristen Stewart para mim está a ficar feia. Ao longo do tempo já a achei mais bonita. Into the Wild sonhei com ela. Agora acho-a apenas uma cara bonita mas comum.
O vampiro, Edward se me lembro, sim, sem dúvida tem pinta. Mas melhor estava o pai dele, o médico da família e uma das "irmãs" dele fez-me lembrar sem dúvida aquela figura japonesa do Mirror's Edge.
A pele brilhante. Tinha esperanças que à luz do sol, eles se transformassem em verdadeiros monstros, o que não aconteceu. Acho que tinha dado mais dramatismo e ficção ao filme. Foi um acto propositado de levar o romantismo do filme a um ponto maior tornando o vampiro uma criatura perfeita, de forma a chegar às massas.

Conclusão antecipada: percebo perfeitamente o porquê das raparigas gostarem da personagem principal, é uma figura protectora, com poder absoluto, totalmente diferente do habitual e que leva a palavra paixão ao coração do espectador e sinceramente, isso é um bocadinho o que toda a gente procura.

Vamos à música. Bem, a banda sonora foi o que mais me surpreendeu. Muse e por aí fora. Mas quem não se lembra da cena do ahhh ahahah ah em que eles saem do carro:

Isabella Swan: Everyone's staring.
Edward Cullen: No, not that guy. Oh wait, he looked.

Pois é a música era dos Mutemath. Spotlight. Uma música que tenho ouvido com alguma frequência e que a seguir vou ver no filme, mal acabe o texto só para ver de novo essa cena.

Conclusão. É um bom filme dedicado às massas. Não tem qualquer conteúdo ou mensagem a passar pelo menos na minha opinião, é apenas uma hora e meia bem passada em frente ao ecrã sem grande tédio. Acredito que esteja aqui a nascer uma saga qual Harry Potter. E por um lado fico contente que gerações se reúnam à volta de obras românticas com amor como pano de fundo.
Quanto à eleição da personagem Edward Cullen como personagem mais sexy, tenho uma coisa a dizer: QUE EXAGERO, mas também não estou a ver ninguém muito melhor, pelo menos em filmes recentes.

Classificação: 7/10

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A wish


Well, after some time writing in Portuguese, it is now time to take a new step. From now on i'll be writing both Portuguese and English. Accept please my excuses in following mistakes, but i only had 4 years of english at school which helped me as much as my neighbor helps me when I moan the lawn. So I must say that I am a self taught person in the English language. Games and books did all the hard work, then the Internet, college and now friends do the rest.
It has been a quite rewarding experience, and I am willing to learn a new language in a year or two. I matriculated myself in a school some time ago, but timetables from school where not compatible, so I had to quit. Maybe, with Erasmus in another country that will be possible, it is only one year away, let’s see what the future reserves to us. As Queens of the Stone Age said: “Nobody knows”.


Well, but I was here to talk about wishes. At the age of 19, two months away from 20, wishes multiply in my head. I want a new guitar, a new car, I want to travel, I want to play,…well, I want to do everything. But I must realize as well that I am only 20. I am just at one third of my total life (I intend to live only 60 years), and I made almost everything already. The truth is, we can’t expect to do everything in 20, 25 years at least everything we wish. We need to calm down, as pre-adults, as teenagers, whatever you may call a person in my age. Nowadays everyone has a hurry to live, and they commit hard mistakes, that they will never forget.
Think with me. If you had already make everything you wish, what will you do in the next fifty years? You may say: “ I may die tomorrow “, ok, I say; “ Hum, hum and you may live one hundred years more”.
What I see is a reflection of older people, the generation before us. They did everything while in the adolescence. Sex, drugs, alcohol, travel, cars, books, movies,….everything. Now they are just living the life, with only a career to pursuit in their work.
Above all, I want to love, not only a woman, but books and movies, houses and tastes, and I think to myself that it is too early. I need to be older to get all the juice of those things. I need experience. And everyone I know is committing the error of not waiting and being impulsive (my opinion).
Carpe Diem. No, no, no! I refuse to do that. I want to taste everything with calm and appreciate the beautiful moments of my life. I want to have the best sex at 25, then at 30, then at 35, then at 40….I don’t want to have the best sex now, and then have just bold, boring sex for the rest of my life.
I am not convinced that I am expressing myself correctly for you, readers, to understand what I mean and in English my conviction is even less.
What I mean, and in a way of conclusion, is that we must have calm. If we see everyone around us developing relationships, money, great cars and great girlfriends quickly we must not forget that we have only 20 years and that our time will come too.
But in a way of warning you to the danger of thinking this way, you must not let your arms down and give up the fight of having what you wish. Quite the other way, you must fight, and fight hard, because life is a promise and you must fulfill it. The main thing is to don’t get frustrated when things don’t run so well as you wish.

domingo, 14 de junho de 2009

...o que sinto



Quantas vezes te disse,
Quantas vezes avisei,
Ainda na nossa garotice
O tempo que chorei?

Éramos felizes
Tinha-te só aqui
Ficaram cicatrizes
Dos tempos que me ri.

Há coisas que têm um fim
Aqueles dias de solidão
Quando te tinha só para mim
O tempo era ilusão.

Fases passaram das nossas vidas
As cores que tu guardavas, garridas
Cheias de força e energia
Eram um grito, uma garantia

O teu olhar uma lembrança
A tua memória uma esperança
De te tornar a ver
E de te poder dizer...

sábado, 13 de junho de 2009

Romantismo II


"Drama humano, amores trágicos e ideais utópicos" in Wikipédia.

Romantismo como movimento literário ou artístico em geral é isso. Mas e quando dizemos és um romântico, falámos do mesmo? Definitivamente não. Pelo menos na minha opinião.
Alguém romântico a meu ver é alguém que deixou o seu eu para trás, está além do que sente para si e preocupa-se com os sentimentos dos outros. É uma pessoa que extrapolou o seu "eu" e passou a viver para um "nós". Pelo menos no amor é assim.
O romântico vê em folhas que caem, vidas que se perdem numa beleza inimaginável, cheira no ar puro odores de recriação de vida, toca na pedra e além da rugosidade sente anos e anos de viagem e mãos que a alisaram.
O romântico vive num drama humano, porque sofre com os outros, o seu amor é trágico porque realmente é difícil dar certo: não há ninguém perfeito e embora ele não procure o ser perfeito, procura o par que o faça sentir bem, e vive de ideais utópicos como amor eterno, felicidade completa, amizade, família e velhice.
Afinal somos, sim porque eu sou um romântico e o leitor se calhar também, filhos de um século que já foi. Estamos atrasados no tempo, transmitiram-nos os ideais errados e deixaram-nos a sofrer num mundo que muitas vezes já não se importa com as nossas utopias.
Sinceramente, o que despoletou esta análise do romantismo foi conhecer uma agora colega minha, que é a definição de romântica, em todos os sentidos que possam imaginar e embora totalmente diferentes em gostos e todos os outros sentidos senti que muito do que ela dizia era igual ao que eu diria a outras pessoas e é esta a beleza do mundo: encontrar alguém que totalmente diferente se equipara um bocadinho a nós, aos nossos sonhos. Não será a primeira pessoa nem a última que me leva a reflectir sobre isto, assim o espero, mas que é bonito conhecer alguém parecido connosco e chegarmos à conclusão que realmente não somos só nós que nos sentimos bem com o pôr do sol atrás de uma montanha enquanto estamos sentados a saborear um silêncio.

domingo, 7 de junho de 2009

Silêncio


Ssssss
Longe, muito longe, ouço o som de uma cidade em movimento. Táxis amarelos, luzes apagadas que dormem sonos irreais e apressados de quem tem a responsabilidade de acordar e de se manter acordado. Os pneus no piso molhado arrastam a água que se afasta nos frisos do pneu e garante a aderência de quem quer flutuar. Prédios magnânimes, altos.
Percorro as ruas sem encontrar vivalma, vejo montras iluminadas para quem passa, luzes que cegam do outro lado da estrada. Semáforos, numa sequência amarela. A cidade dorme, a cidade está calada.
Percorro quilómetros no sono que me relaxa e me leva a outros caminhos. Puxo os lençóis involuntariamente para mim e aconchego-me no silêncio de uma cama quente e confortável.
Volto à cidade. Continua calma. Continuo a viajar no táxi do tempo, sem destino, sem taxímetro. Vejo putas na estrada, papéis e cartão em vãos de escada que dizem que alguém dorme ali e vejo também alguém a cambalear entre um grupo de jovens que se ri de forma extravagante. O silêncio foi perturbado. Que bom que é estar confortável no banco de trás deste táxi.
Continuo.
Fxxxxxxxxxx...os pneus na estrada, silêncio de novo. A cidade está morta e enterrada na escuridão que os médios conseguem desvendar. Pela janela não vejo nada. Vultos. Pessoas não devem ser. Edifícios. Multidões indigentes, na escuridão. Cegas caminham aleatoriamente. A segurança do carro. Feliz de mim. O táxi parou. Devia sair. Mas não. Não quero. O medo do escuro, do que vou encontrar nas sombras.
Revolto nos lençóis confortáveis. Toco em ti. Sinto-te quente, a tua pele macia. Aproximo-me de ti e ouço no silêncio que me aflige o bater do teu coração. Constante. Vais estar sempre aqui, não vais? Sei que sim porque preciso de ti
Fxxxxxxxx....o táxi voltou a andar.
Para onde é a ida? Pergunta a tua voz quebrando o silêncio, enquanto vejo os teus olhos pelo retrovisor. O rádio tocava baixinho Blue Boys Tune do BB King.
Para onde quiser.
Para onde me levares.

quarta-feira, 3 de junho de 2009


Rápida ou lenta
Segue sem parar
Louca, relativa
Morta...
Viva...
Sem fórmula
Sem receita
Bela e irreal
Fonte de sede
Refrescante
Satisfaz toda a gente
Pobre ou rico
Sábio ou ignorante
Todos a têm
Todos...
Todos a perdem.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A nortada


Vales e montanhas
Raiva e entranhas
Povo destemido
Solidário Amigo
Canta a tradição
Com vontade e emoção
Ah! Povo do Norte
Poderoso...Forte!